sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Sindrome de Gyodai ou uma nova experiencia?


Apos a psicotica experiencia no motel em Miami (http://perolex.blogspot.com/2009/04/chegada-nos-isteites-odeio-subways.html), eis que me deparo com a mesma cena no apt 235. Durante os tres meses do programa de intercambio, Eu dividi o ape com mais quatro figuras: Chupilda (a unica que, junto comigo, representava o Recife e o Nordeste), Napo’s (paulista de natureza, londrinese de coraçao e alma e…), Piriguete (a gaucha que comprou uma mala de estampa de vaca) e Aluada (do Rio de Janeiro…e do Rio de Janeiro). A primeira coisa a fazer, depois de deixar as malas, foi pegar um casaco emprestado (ja que esqueci o unico que trouxe no taxi em Miami) para ir às compras no Wall Mart. Isso mermo! O Bompreço americano.

Enquanto andava entre as prateleiras e via a micharia (termo pernambuques que significa à preço de banana) eh que entendi o porque do dolar ser uma moeda tao badalada. Com apenas 40 dolares, eu fiz as compras do mes inteiro. Ai foi onde me indignei. A maioria dos produtos alimenticios sao produzidos, ou no proprio Estados Unidos, ou sao importados de outros paises como o Canada, o Mexico e o Brasil. Por que os alimentos, que no meu pais sao tao abundantes e mais saudaveis no processo de fabricaçao, sao tao custosos para os brasileiros? Por que o salario minimo eh pequeno? Bullshit! (traduzindo: merda de boi! O americano as vezes eh quase portugues) Isso nao eh desculpa! O operario nos EUA ganha, no minimo, 1 mil dolares por mes e os preços nos supermercados sao mais baixos que no Brasil. Eh por isso que o aqui eh empestado de mexicanos. Vindos de um lugar extremamente pobre, quando os mexicas chegam aqui, encontram emprego abundante, alem de um salario que permite eles comprarem roupas Calvin Klein, um carro Jeep, comida, pagar aluguel e ainda mandar dinheiro para familia. Enfim…o frio tava tao grande na parada de onibus que nao dava para pensar mais nesse assunto.

Ja de volta ao ape, as meninas cuidaram logo em fazer uma reuniao para estabelecer as regras da casa e se programar para pagar as primeiras contas que iam desde o aluguel ate a vassoura usada pra varrer o carpete (ceramica eh um produto em extinçao. Ou os estabelecimentos e casas tem chao de madeira ou sao cobertos por carpete). Alem disso, tambem foram divididos os espacos dos armarios da cozinha e dos banheiros. Pois e! Eis, entao, o momento tao adiado: ir ao banheiro. Passei pelo menos o mes de dezembro inteiro para me adptar aquela porra: o chao do box era uma banheira, como em todos os lugares aqui; fechar a cortina branca sem realizar a cena de “Psicose”; saber regular a agua para nao se queimar; e o pior, sem dUvida companheiros, era na hora de cagar. Tudo bem que o clima em Reno eh seco, mas, puta que los pario, nem os cactos da caatinga petrolinense eram mais secos e asperos.

Quando se faz um programa de intercambio, principalmente o de working & travel (trabalho e viagem no exterior), em que o tempo eh curto e tudo eh muito intenso, o pensamento “Vamo aloprar que essa porra ja acaba. Num moro aqui mermo!” eh latejante. Mesmo no auge da crise economica, que deixou muitos intercambistas desempregados, o povo nao perdia a animacao. (Brasileiro, ne? O cara pode nao ter o dinheiro do pao, mas so sai pra procurar emprego quando o amigo fala: “Porra, tu ta pegando nem gripe vei!”. Filosofia da porra! - E incentivo da buceta!). Na nossa primeira noite, a brasileirada toda foi para a boate N210 porque a gente nao precisava pagar a entrada. Eh aquela coisa, quando voce ta no Brasil, usa roupa da C&A e toma Kaiser porque eh estagiario, mao de obra subproletaria, e eh liso. Os filhinhos de papai, geralmente estudantes de comunicaçao social, dao uma de fudido e piolhento, mas torram a mesada com os baseados do mes e ainda fazem o tipo artista culto, talentoso, nao-reconhecido e pobre. Eh a Mania do Alternativo. Quando abrem a boca, entao…Sai de Baixo!!! (Ah, se fosse meu filho…Apanhava tanto no mundo! Maconheiro safado! Quer ver o BAGUIO?! HUM?! Responde porra! Tu ne macho! Quer o baguio?! Cabra safado! Vem ca preu LI mostrar o baguio que tenho pra voce. Seu pexte! - Queria ver se nao virava gente). O pior foram as figuras que conheci aqui nos EUA. A maioria cariocas (tinha que ser), ganhando em dolar (OIA!) e com merma economia desnecessaria. Ai, eu pergunto: pra que? Pra reservar um quarto de hotel num cassino tres estrelas pra tentar comer alguma bucetinha e ainda brasileira. Nem nas americanas eles arriscavam. E olha que estas aqui esfregam mermo! Eh muita incompetencia! Mas se tratando de carioca, a gente ate entende.

Enfim...voltando a boate.. Todo mundo muito chique, cheio de botas e casacos comprados na Ross (a loja "paraiso dos fudidos". Um tipo brecho de roupas novas e de grandes marcas.). Assim que chegamos, so ouvimos a batida do hip hop a là Snoopy Dog comendo no centro. Eita lele! Nunca vi tanta concentracao de gente feia (so nas swingueiras do Brasil). Nao tenho nada contra o hip hop, embora nao seja fa do ritmo. A questao eh que o brasileiro eh feio porque nao tem dinheiro e eh amundiçado, o americano, quando eh feio, eh por opçao!

O plano era ficar por la por um tempo e depois sair pra mais alguma boate. Por mais que eu tentasse, era dificil competir com as coreografias das americanas: mao no chao (literalmente), bunda empinada, bem no encaixe 90 graus, e tome esfrega-esfrega. Como tava demorando…"La vem o negao, cheio de paixao...” para cima das brasileiras. Nesse momento, entra em açao a velha desculpa feminina de ir ao banheiro. E la vamos nozes pro toilet.

Nunca vi tao fashion! Pintado de preto e pink e repleto de espelhos (arrasou!), o wc mais parecia um camarote. Aff Maria! So me dei conta do perigo, quando vi a cor do vaso sanitario. Mais autentico que um negao africano! Mesmo com meus 20 e poucos anos, encarar um negao ainda eh um problema e quando ele se configura numa privada…JEEZ! Tambem nao podia dah pra tras. As meninas iam achar estranho. O jeito era conversar pra descontrair (essa eh a hora da fofoca!). Mal sai da posiçao de surf (porque eu sou uma mulher limpa e nao sento em privada publica ou allheia), so ouvi uma zoada forte e estridente “PIIIIXXXXXXXXXXXX”. MISERERE!!! So nao sai correndo porque meti a cara na porta. A unica coisa que meu subinconsciente me dizia era: “Eu disse que eles tinham vida!”. Tentei nao dar ouvidos, mas…a voizinha continuava a perturbar.

Recomposta as emoçoes, entendi que a descarga eh automatica. O fato eh que traumatizou. Muitos lugares publicos aqui tem vasos com este tipo de tecnologia (so pra gente eh tecnologia!). E o lixeiro? Na terra de Daniel Sam, esse negocio de jogar papel melado de merda no lixeiro eh coisa de mexicano. A cultura eh colocar o papel higienico usado dentro do vaso. Se tiver algo como absorventes ou camisinhas (sabe-se la. Sempre tem um pevertido que vai ao banheiro bater uma e diz que tava cagando) ha uns depositos especificos para isso. BUT, como Eu nao sabia, coloquei o pedaço do papel numa bolsinha de papelao que tinha escrito napkins. So descobri que isso significa guardanapo quase no final do mes! Como se nao bastasse, ainda com o coraçao acelerado, abri a porta e me dei de cara com um traveco dançarino. O puto, ao inves de ta em cima do palco mostrando o rabo, tava ali pra tirar minha paz. VOTE! Isso foi o suficiente pra Eu querer sair daquele lugar trash e ir pra um mais decente. As "boas impressoes" sao bem constantes nesse pais. Der me livre!

terça-feira, 2 de junho de 2009

“Quem tem medo de cagar chupa sorvete!”




Antes de comecarmos nossa conversa, que ja deu pra entender, vai dah em merda, vamos a um rapido FLASHBACK de muitas linhas.

Quando ainda unissex (ja que crianca nao tem opcao sexual), sempre que queria ir ao banheiro, minha mae me fazia companhia, seja preu nao me perder dentro do vaso, seja pra fazer um triangulo de papel higienico no assento preu nao infectar minha linda bundinha branquinha e meu pipiu cheirando a talquinho e hipoglos. Na escola, nao era muito diferente, so que a Tia eh quem dava o apoio moral ao meu cuzinho rosinha, lindo de mamae.

Nunca esqueco, certo recreio, na terceira serie, em que pedi a Tia pra ir ao banheiro. Neste momento de aflicao, ela me abandonou pela primeira vez e, pela primeira vez tambem, meu cuzinho infantil piscou. E la vai Eu, atras do banheiro das criancas pra da aquela derrubadinha de barrinho e construir um morrinho. Os longos segundos que se seguiram so fizeram aumentar a pressao in my little infante esfíncter. Apos minutos de insessante procura, acabei me deparando com o banheiro do ginasio. La, estava Euzinha, prostrada em frente aquele corredor comprido e estreito com a maior cara de tabaca-lesa (que agora e adjetivo composto!), vestindo minha fashion bunda-rica vermelha e chupando um pirulito de uva. E mais longos segundos estavam se passando e Eu pensando se enfrentava o banheiro do ginasio. Porra, Eu so queria um lugar seguro e confort pra CAGAARRR!!! Uma cagadinha rapidinha. - Por que a Tia nao veio comigo? Por que ela me abandonou nesse momento tao dificil? - Era a unica coisa que passava na minha cabeca.

Antes que o ginasio sentisse a curiosidade de saber o que se passava, comecei a andar, lenta e assustadamente, pelo corredor feminino, vendo se criava coragem pra enfrentar o enorme, fedorento e monstruoso vaso sanitario. Foi ai que cheguei ao final do corredor, nao tendo outra alternativa, atravessei uma das portas. Ao virar, dei de cara com ele, que, de tao alto, passava da minha cabeca, cheio de agua e um unico e antipatico olhao. Naquele instante, nem precisou fazer forca pra segurar a pressao, o coco mermo se intimidou, fechando em um biquinho. Antes que o Gyodai comecasse a falar e a dizer que ia comer minha bunda se Eu nao cagasse nele, como no filme “Olha quem esta falando tambem!”, sai correndo em direcao ao parquinho do recreio, onde a Tia ja estava formando a fila para voltar a sala de aula.




Ao chegar na sala, foi que me dei conta do efeito da carreira. Imagine! Voce afim de dah um cagao; com medo que alguem do ginasio saiba; com um monstro do oiao, chamado vaso sanitario, que mais parece com Gyodai dos Changeman, esperando pra te comer; e voce ainda tendo que pensar no que vai fazer para salvar tua dignidade e, alem disso tudo, ter que manter o furico fechado de cum forca pra merda nao sair! Nao tem cu que aguente minha gente e muita informacao. E a abestalhada da Tia (nessa epoca Eu nao sabia o que era puta, rapariga, quenga safada, vaca, Bitch, Whore), para acabar de arrasar, comecou a fungar e Eu, muito autista, fiquei fechada no meu universo, fingindo que nao tinha nada errado. Ai nao teve jeito, ela descobriu a obra de arte e me levou para a babar cuidar de mim. Ai sim! Fui levada prum banheirinho lindo, limpinho, azulzinho, de vasinho, super bunitinho, que sorria pra mim e tinha dois olhinhos e uma boquinha. (Ai que saudades da aurora da minha vida, da minha infancia querida em que os vasos eram pequeninos e decorados com flores e cheirando a sabonete fofo que os anus nao sentirao mais!).

Os anos de adolescencia so me mostraram que esse trauma eh forte pra cacete. Eh quase uma syndrome, Sindrome de Gyodai, por mais terapia que faca, ela vai esta ali lembrando que voce nao caga facil fora de casa. Isso ficou muito evidente logo nos meus primeiros dias em Reno. Eu ja comprei meus potes de sorvete! E dois por dia! E haja mijo!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Chegada nos Isteites: finalmente em Reno!

Assim que vi os 20 brasileiros na sala de embarque, ja preparei meu espirito para as brincadeirinhas preconceituosas do povo do sudoeste. Quando me aproximei do grupo, um Gordinho carioca de topetinho, que tambem estava indo para Reno, logo me reconheceu, devido aos nossos pre-contatos via internet. Embora a maioria fosse capixaba, tambem haviam mineiros e paulistas.

Como nao poderia ser diferente, comecamos a falar sobre as caracteristicas das naturalidades brasileiras. Claro que os baianos foram o alvo da conversa e os mineiros sairam em defesa dos pernambucanos. Em uma das provocacoes, Recife foi citada pelo Gordinho carioca e Eu, obIvo, dei a minha resposta - Paraiba, nao querido. Eu sou Pernambucana!!! E eis a replica: “Pra mim, da Paraiba pra cima e tudo Paraiba!”. E segue a minha treplica – Entao, ainda bem que voce entende de geografia, porque Pernambuco fica logo abaixo da Paraiba. Nessa momento, todos, em um so tom, comecaram a rir da cara do Gordinho burrinho de topetinho. Ta pensando o que rapa! Vai la pras minhas banda pra tu ve o que e ser homi de verdade. Topete gay do carai!

O curso da conversa, porem, comecou a se tornar serio quando um trio de mineirinhas se aproximou de nos – Agora e a vez das capixabas tirarem onda – pensei. So para esclarecer ao cyberespectadores: pernambucano tem raiva de baiano, capixaba de mineiro e carioca tem despeito com o mundo. Foi so as meninas sentarem e o fight comecar. Pois e, as mineiras nao souberam levar na esportiva e comecaram a ficar ofendidas (Puxa o cabelo dela, UAI! Mete a mao no peito dela, BEIN!). Na verdade, essa onda de falar sobre as naturalidades brasileiras e super normal, mas e preciso ter consciencia e levar as coisas na esportiva. Quem sou Eu, ne? Falo muito de baiano, mas tenho muitos amigos made in Bahia. Alguns, inclusive, conheci no dia em que estive no consulado para a entrevista do visto para os EUA. O namorado da minha mae e baiano! (Huuummm!!! Isso explica muita coisa.).

A briga so foi apartada com a chegada de um anao acompanhado de uma mulher alta e bonita e um outro galalau (Traducao: expressao vovodiana usada para designar homem bonito e vistoso, como diria ela.) passou em frente ao grupo. Quase automaticamente, todos pararam de falar e observaram a cena digna de Wood Alen. E o cotoco de gente era muito chique, minin. Com cabelo pintado de loiro, oculos escuros, roupinha de crianca quando vai pra casamento, sobrancelha feita…bem no estilo ARRASOU RACHA! Foi ai que a conversa mudou de foco rapidinho. O Gordinho comecou a falar de como seriam os desempenhos sexuais do anaozinho e a turma toda entrou na conversa. Foi quando uma capixaba disse – O bom de esta em outro pais e que ninguem consegue entender a sua lingua – e eu respondi - Vai nessa visse! Ainda mais aqui em Miami que e cheio de latino e brasileiro. Mal pude respirar, alguem soltou o comentario – Eh, viu! Isso ja aconteceu comigo em Nova Iorque e Eu acabei entrando numa. Quando todos viraram para ver quem tinha falado ….o ANAO! O prototipo de gente, que tinha cara de bicha francesa, era carioca! Todo mundo calou-se e o clima de embaraco ficou no ar. As mineiras foram para o banheiro, os capixabas foram comprar refrigerantes e Eu fiquei la, com cara de tabacuda, chorando de rir da cena e sentada ao lado do Gordinho carioca e seu tal topetinho.

Enfim, chegamos na aeronave em direcao a Dallas. Alem de estar lotada e com as aeromocas fea que doi o timpano (O que misera e uma mule feia que doi o timpano? O que o timpano tem a ver com isso? - voce me perguntaria. Com certeza, em toda a sua vida, voce ja sentiu dor de ouvido. Existe coisa mais agoniante? Tambem seria, praticamente, impossivel um efeito visual causar uma dor no timpano. Entao, e justamente por isso! Nao entendeu? Ou tu e lora, ou foi a agua oxigenada vencida, ou, se voce nao se encaixa nessas opcoes, volta pro maternal que o caso e serio!), Eu ainda tinha que pagar pelo lanche e pelo chafe caso quisesse comer. (Nossa que a crise ta feia mermo! Nem a Gol, que da barrinha de cereal e bolacha de agua e sal. Bom, pelo menos, as aeromocas sao lindas). Sem contar que o aviao ficou cheio de vea plastificada: era botox, silicone, chapinha, maquiagens e maquiagens…O fato e que uma vea de 70 anos consegue chegar mais perto do que seria um alien do que os filmes de ficcao.

Chegando em Dallas, Eu e o Gordinho encontramos um outro companheiro carioca que tambem iria trabalhar no casino conosco. Como tinhamos ainda uma horinha e a fome tava grande, fomos pro Popeye’s, que e um fast food especialista em frangos. (UuhhhUUUUhhhh!!!!!! Dhilicia! Adoro uma titela!) E ai o coracao gelou mais uma vez. O que Eu ia pedir? Odeio esses tipos de comida, alem de fazer o pedido em ingles. O bom e que nesses fast foods, sempre tem os combos que sao identificados por numeros. BUT… o numero que eu dei pro atendente nao era suficiente para ele NAO me perguntar qual o refrigerante, se eu queria canela, se queria pimenta…e Eu me enrolando… Ate que o Gordinho carioca, fela da puta, parou de ficar olhando minha agonia e me ajudou. A ultima pergunta que respondi foi se a batata frita seria apimentada ou nao. Como Eu gosto de pimenta, respondi que sim. E la vamos nos, felizes e contentes com nossas bandeijas fartas de comidas engordights. E sabe qual foi o numero do meu combo? “Um”! Uma mordida, uma batata frita foram as quantidades que consegui comer. Negocio apimentado do carai. Nos EUA, as coisas sao apimentadas por natureza. O Mac chicken, que eu comia no Brasil, aqui nao aguento. THEN, se no normal ja vem assim, imaginem se voce pede apimentado! Culpa de quem? Dos mexicas! O racinha viu. Os habitos alimentares dos americanos sao muito misturados com os dos principais imigrantes do pais: os mexicanos e os asiaticos (chines, tailandes, indianos, filipino). Quando as comidas sao salgadas, significa que sao apimentadas. Quando doces, e porque tem gosto de canela. Mas ate que da pra sobreviver. Depois dessa, nos dirigimos para a aeronave em direcao a Reno.

Ao chegar no aeroporto Reno-Lake Tahoe, voce logo percebe que a cidade e movida por casinos. Varias maquinas de jogo decoram o hall do aerporto. Apos pegar meu mochilao, vi que o Gordinho carioca encontrou um conhecido. O cara era o tipico americano: meio gordinho, branquelo, de olhos claros, vestindo uma camiseta com uma camisa por cima e, para completar o visu, um bone a la Sergio Malandro. Nouuusssaaa! E la vai Eu, com mais de 10 quilo nas costas, em direcao ao carro da figura, que nos deu uma carona ate o edificio que iamos morar. Foi so no meio do caminho para o estacionamento que percebi que os meninos estavam falando em portugues e, ai, eu perguntei – Voce e brasileiro? Ao inves, do henergumeno me responder sim ou nao, ele retribuiu – Qual parte do nordeste voce vem? Ninguem merece. Essa figura, hoje, e um dos meus grandes amigos em Reno e a quem eu ensinei meu boy a chama-lo de Blind Man’s Bitch = Rapariga de Cego. (Como assim boy?) Na verdade, e girl, claro, porque Eu sou maXu. Mas, esse e um papo para outros dias. Os babados em Reno – The Biggest Little City in the World e nos EUA estavam, apenas, comecando.